domingo, 16 de março de 2008

Abraça-me até morrer

Abraça-me até morrer meu amor, já não sei que paragem é esta apenas sei que te espero aqui, um dia chegarás com os braços cobertos de carinhos para me entregar e então não valerão por nada aos meus ouvidos as outras vozes e hei-de ouvir apenas as nossas preces, abraça-me até morrer!
Prego rasteiras aos abraços dos outros, é nos teus braços que me encontro e me sou, só nos teus braços ecoa a verdade em sorrisos e em gestos eternos. Sucumbo à minha vontade de ir e espero-te ainda, na memória os teus beijos e o compasso desesperante dos teus passos, um solfejo de sonhos, um arpejo de lembranças, o amor em partituras defenidas de imensa quietude e calmaria.
Abraça-me até morrer meu amor,
os teus braços são a minha casa,
o que os outros podem ver
não é nem metade do que eu posso e nem um quarto do que tu podes.



Descasco os meus sentidos só para me ser possível espremer mais um pouco deste amor tão grande que gastei aos poucos, enquanto te foste.

2 comentários:

Adri. D.H. disse...

"Abraça-me até morrer meu amor,
os teus braços são a minha casa"

É tudo o que eu sempre quis escrever. =]

Muito bom mesmo!

Raquel disse...

tomo a liberdade de me identificar com este texto

*