terça-feira, 6 de novembro de 2007

Guardian Angel




Meu querido,
em breve fará um ano desde a tua morte, sinto-me mais frágil, a vida sem ti não tem sido fácil, tudo me faz recordar-te e as saudades aumentam. No dia de Todos os Santos fui à tua campa levar-te um ramo de flores do campo e um poema que tenhho a certeza que deves ter lido vezes sem conta.
Como eu queria ser capaz de te recordar sem chorar, apenas continuo aqui escondida entre o resto do povo a tentar enfrentar a realidade com as cabeça erguida mas os olhos repletos de lágrimas. Sinto uma dor tão forte dentro de mim, tão forte me habita, me tira o apetite, me tira a vontade de sair, me tira a vontade de festejar o meu aniversário, é já para a semana, sei que me virás dar um beijo na testa enquanto estiver a dormir por volta das duas horas da manhã, a hora em que nasci.
Passei alguns dias na aldeia, basicamente nem saí de casa, perdi-me nos álbuns de fotografias, nas frases que disseste, nos filmes que partilhamos, na vontade imediata de te abraçar e de te beijar e quem sabe embalar-te de novo em meus braços e falar até adormeceres, como de costume aquelas minhas conversas estranhas sobre estrelas, sobre sonhos, sobre nadas que para mim ainda significam tanto.
Se eu soubesse que ias morrer! Batia-te, prendia-te antes que o fizesses, depois beijava-te e pedia-te para me explicares o que sentias... nunca tive a oportunidade de ouvir da tua boca, apenas o li na carta que me deixaste.
Só para te dizer que este será um aniversário triste, estarei pensando em ti e na falta que me fazes.

3 comentários:

Humberto Morais disse...

Bastante profundo este poema...

Vertigo disse...

Upa,menina**

De certeza que essa estrela,quer que sejas feliz!!

Um beijo,e por isto que li,um abraço apertado**

Blue Velvet disse...

A dor da perda e da ausência são muito grandes.
Ás vezes duram para sempre, e não acredito nessa de que o tempo tudo cura.
A vida continua, mas nunca mais é a mesma vida.
Um abraço para ti