sábado, 16 de junho de 2007

Adormeço-te


Adormeço-te as palavras,
levo-te na palma da mão aquecida pelo sentimento,
guardo-te como o chão me guardará o corpo quando me enterrarem já morta.
Sinto-te.
Como a areia que constrói o meu deserto...
desertos do meu ser.

Adormeço-te as palavras
nunca gastas por se dizerem
e invento-te as formas
numa noite em que as sonho.

Um comentário:

Paulo Afonso disse...

Lindo, Lindo, Lindo.
Adorei este poema de verdade.
Parabéns