sábado, 16 de junho de 2007

Sabe-me a boca a lágrimas...


Sabe-me a boca a lágrimas...

Quando na boca o salgado das lágrimas se acumula, mesmo não chorando sabe-me a boca a lágrimas. Sobe-me no peito a dor e as palavras que não digo acumulam-se na garganta.
O grito que não dou reprime-se no coração dormente que calado se deixa encruzilhar pela inquietude...

Nem sonhos já, nem pensamentos, só esta constante sensação de vazio, só este sabor a lágrimas na minha boca, só este inteiro pouco que me sabe a tanto...

Sabe-me a boca a lágrimas...

Um comentário:

João Vasco disse...

Tudo se pode reprimir até ao ponto em que só já não se podem reprimir as lágrimas...
beijos