terça-feira, 27 de novembro de 2007

Olhos de Menina


Os teus olhos de menina
coração de criança,
minha pequenina, teu rosto é a esperança.
As tuas mãos são os sonhos
de tanta gente crescida.
Minha pequenina, linda dos meus olhos.
Os teus cbelos mágicos
de onde se solta o reino das fadas.
Nos meus sonhos tu balanças
e me embalam as lembranças
quando te espero o riso.
Teus olhos da cor do céu,
o céu dos felizes que poucos conhecem,
os teus cabelos ondulados como as ondas do mar
que vão e vêem como as ondas que me amanhecem.

domingo, 25 de novembro de 2007

Tango


Se tu soubesses conciliar os pés como concilias a alma, se tu soubesses volver os meus braços como volves a minha calma, se te perdesses e do meu corpo fizesses o porto de abrigo, se me despisses para depois me vestires de devagarinho. Só numa música puder sentir os teus dedos nos meus e devagar olhar os teus olhos num mundo que só a minha pertence, se fosses rápido para me virar enquanto eu te envolve, se fosses intenso como és intenso quando me abraças. Afasta-me as madeixas dos cabelos enquanto o som da música me levar, faz de nós a mais bonita pintura quando o som da música te obrigar a parar e quando houver um tempo em que não te apeteça fazer nada não deixes de me tocar eu farei das tuas mãos a minha cintura e do teu olhar os meus pés.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Falta= Vontade de te querer perto



Sinto a tua falta meu amor, entre a banal das faltas está a minha que de banal tem muito afinal de repente os sintomas passam de uns para os outros e passam todos a sentir a tua falta, a casa, o cão, as paredes, os posters, as fotografias, todos sentem a tua faltam e eu não nego que sinto a falta dos carinhos, dos abraços, dos beijos e quem sabe daquela noite de amor que não chegou a existir ainda, porque assim não quisemos, mais importante do que esta falta só a vontade incansável de te ter perto. Mas sentir falta não é o mesmo do que ter uma vontade incansável de te ter perto? Às vezes digo que sim, outras vezes apago a lanterna do real e do possível e imagino que não e que cada uma é separada e tem a sua própria gravidade. Qual deixarei cair primeiro? Não sei! A minha única certeza é que ambas fazem parte do meu caderno diário...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

O teu colo é a minha casa




Abro a porta do teu mundo, antes de bater, conheço melhor a minha casa do que tu o teu mundo mas afinal, a tu casa é o meu mundo, a minha casa é o teu mundo e a verdade é só esta. Se tu não estás bem não à luz na minha casa e não vale a pena ligar o gerador porque nada fará que se ilumine a nossa escuridão a não ser que me descubras e me abraças e eu ouça o teu sorriso redondo.
Ás vezes perco-me na tentativa de controlar a vontade de chorar quando me adormeço na escuridão e não ouço nenhum movimento teu à procura de mim perdida nos braços da tua solidão que moro no teu mundo, cobrindo a minha casa.
Mas o teu colo nunca deixará de ser a minha casa mesmo que eu tenha de adormecer por todo a eternidade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Amor está avariado




Olha-se para um lado e para outro e já há a mesma intensidade e inteligência de viver o amor, o amor é muito que o sentimento, é dávia, compreensividade, vontade de ir ao encontro sempre e cada vez mais deixar que se acalme o espírito que dentro da alma faz com que dentro de nós existam várias paixões e poucos amores ou serão muitos amores e poucas paixões... ? No que respeita aos meus sentimentos eu sei quando quero, qual o momento de querer, qual a minha verdade que se alcança através do toque e do beijo da outra pessoa, no fundo uma verdade qu se alcança através de outra. Eu não sei o quero fazer da minha vida mas o amor hoje em dia está mais avariado do que eu própria, olhem que não é uma avaria de dificilmente se realiza, é uma avaria simples, às vezes basta um sorriso, ou um olhar e depois tudo se começa devagar a resolver. Até nos casos mais frágeis se abre uma, duas ou três esperanças...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Guardian Angel




Meu querido,
em breve fará um ano desde a tua morte, sinto-me mais frágil, a vida sem ti não tem sido fácil, tudo me faz recordar-te e as saudades aumentam. No dia de Todos os Santos fui à tua campa levar-te um ramo de flores do campo e um poema que tenhho a certeza que deves ter lido vezes sem conta.
Como eu queria ser capaz de te recordar sem chorar, apenas continuo aqui escondida entre o resto do povo a tentar enfrentar a realidade com as cabeça erguida mas os olhos repletos de lágrimas. Sinto uma dor tão forte dentro de mim, tão forte me habita, me tira o apetite, me tira a vontade de sair, me tira a vontade de festejar o meu aniversário, é já para a semana, sei que me virás dar um beijo na testa enquanto estiver a dormir por volta das duas horas da manhã, a hora em que nasci.
Passei alguns dias na aldeia, basicamente nem saí de casa, perdi-me nos álbuns de fotografias, nas frases que disseste, nos filmes que partilhamos, na vontade imediata de te abraçar e de te beijar e quem sabe embalar-te de novo em meus braços e falar até adormeceres, como de costume aquelas minhas conversas estranhas sobre estrelas, sobre sonhos, sobre nadas que para mim ainda significam tanto.
Se eu soubesse que ias morrer! Batia-te, prendia-te antes que o fizesses, depois beijava-te e pedia-te para me explicares o que sentias... nunca tive a oportunidade de ouvir da tua boca, apenas o li na carta que me deixaste.
Só para te dizer que este será um aniversário triste, estarei pensando em ti e na falta que me fazes.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Beijos que doem





Há beijos que doem, doem porque as verdades que os cobrem são falsas, doem porque talvez por detrás de um beijo esteja uma traição que magoa e arde depois no coração de quem beija e de quem não beija mesmo querendo ser beijado.
Deves estar a pensar que este texto é para ti, estás enganado. Talvez este texto seja um mero desabafo ou uma realidade diferente mas na verdade o que mais dói é o que se beija e depois não se esquece.
Um beijo dói como tudo o que é capaz de nos magoar ou fazer sofrer!
Quando olho para ti gostava que esta fosse a nossa mais bonita história de amor mas depois os teus beijos doem muito, doem como seringas espetadas nos braços de um doente, não sei como comparar, ao que comparar, só sei que depois do beijo escondo a cara no teu ombro e deixo que umas lágrimas me escorram face abaixo.
Os teus beijos doem mas eu gosto e por gostar tanto continuo a deixar que me beijes.

domingo, 21 de outubro de 2007

Oração




"Creio em Deus Pai, Todo Poderoso..."

Se existes oh Deus revela-te agora que preciso de ti,
se existes dá-me a mão e ajuda-me a erguer-me nesta oração,
se existes faz de mim uma pomba como símbolo de liberdade,
um crucifixo qualquer entre as mãos dos que ainda têm fé,
se existes faz de mim o que fizeste com o São Tomé.

Onde estás tu Pai Nosso?

Queria ver-te caminhar sobre as águas da minha vida,
ando perdida na teia do horizonte da estupidez humana,
Vem defender-me como defendeste a Madalena.
"Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra",
eu já atirei a minha...
Lava-me a cara como a Verónica ta lavou enquanto carregavas a cruz,
por mim o Deus, Jesus, sejas tu quem fores,
entre o meu desespero abre o consolo
e ressuscita-me como a Lázaro que consideravam morto.

"Creio em Deus Pai, Todo Poderoso..."

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Soletrar...





Soletro o silêncio em desfiguradas vidas que me rodeiam, desfiguradas e impertinentes nadas, só escuto a voz do coração inquietante e depois mais nada resta a não ser a desconfortante sensação de vazio a nascer dentro de mim, a crescer como uma planta, devagar, solta-se à margem do meu corpo o amanhã que floresce e eu adormeço porque me apetece, só porque me apetece porque a vontade de adormecer é nula.
Calo-me, calo os outros, fico só a pensar como seria não sentir o coração bater ao ritmo da vida, parece mesmo que tudo desaparece assim do nada, quando tens algo para te aquecer perdes a fogueira dos teus passos e só o frio me resta.
Passo tempos infinitos assim a tentar encontrar uma caixa vazia onde permanecer, as caixas tão todas cheias de lamúrios e revoltas interiores que outros inventam. Calo-me outra vez, não vale a pena falar de mais nada porque o momento em que me encontro é assim mesmo. Não me encontro só mas encontro-me sozinha. Contradição? Sim, talvez! Todos têm direito a pensar duas vezes em vez de uma... contradizer-me não mas contradizerem-se sim. Força!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Sinfonia de Veneza




Pediste-me um baile de máscaras, levo-te a Veneza...


Primeiro irei contigo, passearei contigo com o mundo inteiro a olhar-nos de longe como se a perfeição de um sentimento assusta-se os demais, bailaremos sobre os canais de veneza e saltaremos as rédeas do sonhos para que tudo se torne demasiado real aos nossos olhos, hoje, quem n ão acredita em nós? Somos o casal perfeito. Ao passarmos sobre a ponte Rialto deixamos que o nosso amor se una numa sinfonia que invade todos os bailes de máscaras, porque a beleza de um baile de máscaras não está na máscara que usas mas sim no coração que tens.
Seremos o melhor casal deste baile inteiro em nem com a rosa negra entre mãos soltaremos o vermelho que se esconde dentro de nós.
Acompanhas-me?